segunda-feira, 30 de maio de 2011

Marituba Notícias

Moradores de Marituba colecionam problemas nos 17 anos da cidade 
Pedidos
Aniversário da cidade chama atenção para a falta de estrutura
O município de Marituba, na Região Metropolitana de Belém, completou este mês 17 anos de emancipação política. No entanto, os maritubenses reclamam que não há o que festejar numa cidade carente de saneamento básico, segurança, saúde e educação; direitos estes garantidos pela Constitutuição Federal e dever do poder público oferecê-los com qualidade. A prefeitura do município organizou uma programação para comemorar a data, que começa a partir das 7h30, com o Trote ecológico na Estrada da Pirelli e uma Ação social na Praça Matriz. A noite acontece o show da Banda Sayonara.
Os moradores do município sentem dificuldades para viver com dignidade principalmente nos bairros periféricos, falta pavimentação, drenagem e coleta de lixo eficiente. Em algumas vias, como a da Cerâmica, o lamaçal é tão grande que em alguns trechos nem os ônibus conseguem trafegar. Na Unidade Municipal de Urgência e Emergência, a população reclama que faltam médicos na hora em que eles mais precisam do serviço público de saúde. Tais problemas, fazem com o que os moradores de Marituba se questionem sobre quando o município irá crescer de fato.
Os transtornos enfretados pela população, em Marituba, começam logo no centro da cidade. Para a artesã Conceição Rosa, a urbanização na Praça Matriz, onde fica o monumento do Menino Deus, deve ser melhorada. Conceição acredita que uma melhoria na infraestrutura no espaço despertaria a atenção dos motoristas que trafegam pela BR-316. Com isto, eles sentiriam interesse em parar na Praça para conhecer o artesanato que ela e outras artesãs comercializam na área. "Aqui (na Praça) falta melhor infraestrutura, mas em outras áreas da cidade falta saneamento", disse Conceição.

Ceasa pode se mudar para Marituba 
PROJETO
Sagri quer aumentar espaço para comerciantes e compradores
Lixo, mau cheiro e insegurança são os principais problemas que enfrentam comerciantes e clientes das Centrais de Abastecimento do Pará (Ceasa). As instalações também não suportam mais o grande número de vendedores e visitantes e acarretam, ainda, o tráfego de caminhões e carretas, que atrapalham o trânsito de Belém. Por conta disso, a Secretaria de Agricultura do Estado do Pará (Sagri) analisa a possibilidade de transferir a sede da Ceasa para o município de Marituba, na BR-316, segundo o diretor-presidente do entreposto comercial, Marco Raposo.
Os comerciantes e clientes sofrem principalmente com a insegurança. Na madrugada da última segunda-feira, por exemplo, bandidos ainda não identificados roubaram R$ 8 mil, um colar de ouro e pertences de vendedores e comerciantes. Segundo eles, a insegurança não é novidade. Em reunião realizada no mesmo dia com a Associação dos Permissionários, a direção da Ceasa decidiu oferecer segurança 24 horas no local, condicionada ao pagamento de taxa. Os comerciantes contratarão uma empresa particular e a Ceasa contribuirá com vigilantes. "Deve amenizar a situação, mas ainda será insuficiente", avalia o diretor-presidente, Marco Reposo.
Além de seguro, o projeto do novo prédio suprirá as atuais necessidades de espaço dos comerciantes. A nova localização teria um outro ponto positivo adicional, já que ajudaria a evitar a circulação de caminhões e carretas pela Almirante Barroso e Pedro Álvares Cabral. As instalações da feira da Ceasa foram construídas há 30 anos e hoje não atendem ao fluxo de clientes, caminhões e mercadoria, como avalia a direção.

AVALIAÇÃO

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