sábado, 12 de novembro de 2011

Dilma aprovada por 47% dos paraenses. Jatene 35%

Datafolha
Pesquisa revela que os paraenses acham o governo federal melhor que o estadual
A pesquisa do Datafolha também demonstra a avaliação dos paraenses sobre o governo de Dilma Rousseff, presidente do Brasil, e do governador do Pará, Simão Jatene. A gestão da presidente Dilma é avaliada como ótima ou boa por 47% dos eleitores paraenses. Outros 42% dizem que seu governo é regular, enquanto que 9% o consideram ruim ou péssimo. A nota atribuída pelos paraenses ao governo da presidente é de 7,1.
Já a aprovação do governo Simão Jatene pelos paraenses é menor: somente 35% dos paraenses consideram a gestão de Jatene ótima ou boa, enquanto 39% a consideram regular. A fatia dos que consideram o governo tucano ruim ou péssimo é de 20%. No grupo de eleitores favoráveis a Carajás, o índice de ruim ou péssimo chega a 28%. Entre os eleitores que são favoráveis à criação do Tapajós, 30% avaliam o governo como ruim ou péssimo. A nota média atribuída ao governo de Jatene é de 6,2.
A pesquisa também sondou os paraenses sobre a avaliação que fazem dos serviços públicos oferecidos no estado. O esgotamento sanitário é considerado o pior serviço - sete em cada dez eleitores do Pará (71%) dizem que a canalização de esgoto no Estado é ruim ou péssima. Os hospitais e a saúde pública também foram considerados péssimos por 67% da população. Também foram mal avaliados o saneamento básico e a segurança do estado. "Moradia e habitação" e "luz, rede elétrica e energia" são os serviços com maior índice de avaliações boas e ótimas. O Datafolha também perguntou se esses serviços melhorariam, piorariam ou ficariam como estão no caso de uma possível divisão do estado e, de forma geral, mais eleitores disseram que melhorariam.
PROPAGANDA
A primeira noite de veiculação da propaganda referente ao plebiscito de 11 de dezembro sobre a proposta de divisão territorial do Estado do Pará, com mensagens relacionando razão e emoção, ontem à noite, trouxe de vez o assunto para a apreciação dos eleitores paraenses. A campanha da Frente contra a criação do Estado de Carajás pregou a união entre os paraenses como estratégia para garantir benesses econômicas e administrativas a todas as regiões no Pará. A Frente a favor da criação do Estado do Carajás levou ao ar a ideia de conquistas a partir da divisão do Pará, como, por exemplo, o melhor atendimento à saúde dos habitantes dos municípios do interior do Estado.
A mensagem contra a divisão do Pará trouxe pessoas usando camisetas com a bandeira do Estado cantando o Hino do Pará no Forte do Presépio, no bairro da Cidade Velha. Foram trabalhados o orgulho de ser paraense, o fato de o Estado ser único e diverso e reunir um povo bom e trabalhador, em meio a imagens mostrando ícones da cultura paraense, como locais e pontos turísticos, frutos e ritmos estaduais. A Frente contra a criação do Estado de Carajás ressaltou que o dia 11 de dezembro será um dia de voto não para se elegar um candidato, mas para se decidir ser o Pará deve ou não ser dividido.
A Frente argumentou que, em caso de divisão territorial, o Pará vai perder 83% do território, com 58% ficando para Tapajós e Carajás assumindo 25%. O Pará ficará com 17% do território atual, ou seja, 1/6 do que é hoje, transformando-se em um "Parazinho". Tapajós ficará com 87% das florestas e rios e Carajás, com 85% da produção mineral. A mensagem da Frente terminou com um vídeo de um tecnobrega contra a divisão do Pará.
No programa de estreia da Frente a favor da criação do Estado do Carajás, as imagens de abertura foram de moradores de baixa renda do interior do Estado, em particular, comunidades riberinhas. Na mensagem, foi afirmado que mais importante que o tamanho do Pará é o tamanho dos problemas, do sofrimento da população no Estado. Se o Pará não for dividido, segundo a mensagem da Frente, não acontecerá nada no Estado, ou seja, não haverá investimentos para melhor qualidade de vida da população, em especial na área da saúde.
A Frente argumentou que o Governo do Estado não possui recursos financeiros para investimentos na saúde e educação pública no Estado, e informou que os salários dos policiais de Tocantins são maiores que os do Estado. Se o Pará for dividido, segundo a Frente, será mais viável a administração das novas unidades federativas e os recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) subiriam dos atuais R$ 2,9 bilhões do Pará para R$ 5,9 bilhões ao ano, beneficiando aos três territórios. No jingle da Frente, foi enfocada a esperança dos habitantes das cidades do Pará e que Belém não deve fechar os olhos para o povo do interior do Estado.
A propaganda sobre o plebiscito nas emissoras de rádio é feita em blocos, das 7 às 7h10 e das 12 às 12h10. Na televisão, das 13 às 13h10 e das 20h30 às 20h40, sempre à segundas, terças, quartas, sextas e sábados, de acordo com o horário de Brasília (DF). Hoje, será a vez das campanhas das frents contra e a favor do Estado de Tapajós.


Fonte:

AVALIAÇÃO

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