terça-feira, 13 de março de 2012

Assassinado em Marituba (O Liberal)


Lei do silêncio atrapalha as investigações da polícia sobre a morte de um homem identificado apenas como Cleiton, que teria ido ao local visitar a namorada e foi morto com cinco tiros
Um homem foi assassinado no Distrito Industrial de Ananindeua, na madrugada de ontem. Baleado cinco vezes, ele morreu no local, na 2ª Rua Rural, no bairro de Heliolândia. Uma guarnição da 7ª Zona de Policiamento compareceu ao cenário do homicídio, praticado por volta das 5 horas. O sargento Cristian, que estava no comando da viatura 8304, contou que, no local, as pessoas não tinham informações sobre as circunstâncias do assassinato. Comentários indicavam que o homem, identificado apenas como Cleiton, morava em Marituba. E que tinha ido àquele endereço para falar com a namorada. Mas essas informações eram superficiais, e estavam sendo checadas pelos policiais.
"Aqui, ninguém fala nada", disse o policial militar. Tal procedimento, aliás, é muito comum quando há um homicídio. Temendo sofrer represálias dos criminosos e de seus comparsas, os moradores preferem o silêncio. O sargento disse à delegada Cláudia Renata, da Divisão de Homicídios, que, na noite anterior, Cleiton havia comprado seis coxinhas, para fazer um lanche logo depois. Os policiais tentariam localizar a pessoa que vendeu essas coxinhas, para saber se, de repente, ela tem alguma informação que possa ajudar os agentes. Os investigadores também iam tentar identificar e localizar a namorada da vítima.
Os peritos criminais do Instituto de Criminalística (IC) do Centro de Perícias Científicas (CPC) Renato Chaves apreenderam três cápsulas de pistola ponto 40, arma de uso restrito da Polícia.
Policiais costumam dizer que muitas armas desse calibre estão, hoje, nas mãos de bandidos, que as conseguiram depois de roubar policiais civis e militares. No bolso da vítima, os peritos encontraram um batom e duas chaves. A perícia localizou cinco oríficios de entrada de bala no corpo de Cleiton: dois na cabeça, um na mandíbula, um na coluna e um no peito. Cleiton não teve, portanto, a menor chance de defesa.

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