sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Segundo Gravação, Antonio Armando planeja lançar seu filho como candidato a prefeito em 2016, Antonio Armando ainda manda o PSDB e o Governador para bem longe!

Ao destrinchar a Gravação bombástica divulgada a menos de 48 Horas na mídia paraense e nacional, podemos perceber como nossos políticos, de Marituba, lógico, são previsíveis, Antonio Armando, na gravação deixa escapar que "não participará mais de eleições {É minha última} e que em 2016 lançará seu rebento Antonio Armando Junior como provável candidato a prefeito, para contrapor Elivan Faustino.
Antonio Armando Junior chegou a ser lançado pelo PSDB de Marituba como candidato a prefeito nas eleições suplementares de 2013, porém, certamente, o PSDB local e o Próprio Antonio Armando Pai, tiveram acesso a pesquisas que indicavam a alta rejeição de Antonio Armando O FILHO, rejeição quase que semelhante a de Bertoldo Couto, na época, as intenções de Antonio Jr. chegavam a 07% enquanto que sua rejeição beirava os 20%, ou seja, superior a sua margem de votação.
É claro que Antonio Jr. não é Antonio Pai, mas é claro que os escândalos e a fama do pai acabam interferindo na avaliação e nas pretensões políticas do filho, isso é assim em qualquer lugar do mundo.
É previsível que este último escândalo vá render a Antonio Armando muita repercussão negativa, pois muita gente, e gente Graúda, com G maiúsculo fora envolvida e citada, desde o legislativo ao judiciário.
É questão de tempo, para que essa denúncia chegue e chegue com força na mídia nacional, pois fora citado um Governador (Simão Jatene), que por sinal é xingado por Antonio Armando, a quem acusa de "Não ter feito nada para ajuda-lo" e ao mesmo tempo "De ter contratado um parente de um magistrado para uma alta assessoria no Governo do Estado"; um Ex Senador e Ex Prefeito de Capital (Duciomar Costa), a quem se refere com veemência como um homem altamente agradecido pelos favores que prestou, pois, segundo A2, Dudu se livrou de muita coisa graças a ele e sua interferência na Justiça.
Se refere como defensor do Ex Deputado, o finado Vava Mutran, aquele mesmo que matou uma criança, veja o que o Ex deputado Zé Carlos Lima fala sobre Váva Mutran:
Quero lhe pedir que leia este post até o final. Nele registro a história de assassinatos e corrupção do poder político no Pará que continua vivo e fazendo inúmeras vítimas.
Eu era deputado estadual, estava no meu primeiro mandato parlamentar pelo PT. Vavá Mutran também era deputado da bancada do PDS, eleito por Marabá. Na ocasião, o domínio político que Vavá Mutran exercia na região do sudeste do Estado era enorme. Seu filho era o prefeito de Marabá. Vavá tinha garantido pelo Governador Jader Barbalho o controle total de todos os órgão públicos estaduais, incluindo polícia militar e civil. Os Mutrans foram responsáveis pela vitória de Jader Barbalho ao governo nas eleições em que ele derrotou Xerfan e Hélio Gueiros. 
Nossa convivência na Assembléia Legislativa foi tensa desde o início. Vavá ameaçou de morte os deputados da nossa Bancada dentro do Plenário, sobre o testemunha de muitos e nada foi feito, tal era o temor que os parlamentares tinha de enfrentá-lo. Todos os dias recebíamos informações das atrocidades que Vavá cometia em Marabá, tudo impunemente. Vavá ia na Câmara Municipal desacatar três vereadores, desrespeitando até a condição de mulher e nada acontecia. Prendia. Soltava. Açoitava e ninguém o importunava. Vavá era muito poderoso.
Num dia, Vavá estava em Marabá exercendo ilegalmente a secretária de obras do município, quando um aliado seu foi reclamar que a SEFA prenderá uma caminhão carregado de gado. O caminhão transportava as reses acompanhada de nota fiscal fria. A SEFA era conhecida por ser um antro de corruptos, mas em Marabá tinha uma exceção, chamava-se Daniel Lira Mourão. Daniel era um exemplo de homem, de pai, de amigo, de funcionário público. Sua condição de maçom lhe impunha um código ético, que ele cumpria a risca. Vavá Mutran exigiu a liberação do gado, impondo seu poder, mas Daniel assegurou o cumprimento da Lei e não acatou a determinação ilegal do Deputado. Vavá se irritou com desobediência, juntou um grupo armado, foi a casa do Fiscal e o matou. Com a roupa suja de sangue, foi em casa mudá-la e depois voltou a despachar na Secretaria de Obras com se nada tivesse acontecido. 
O deputado federal Valdir Ganzer registrou o fato na tribuna da Câmara dos Deputados:

"um caminhão para transportar gado e madeira com notas frias, que vai e volta - hoje pela manhã estávamos  na Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias, discutindo com o ex-Presidente do Ibama essa problemática das notas frias, da violência, do tráfico de madeira etc. mandou um bilhete para o fiscal da Receita Estadual, dizendo: "Solta esse gado, porque esse gado é meu, e solta rápido". O fiscal disse: "Não posso soltar o gado, porque o senhor não está pagando os impostos, conforme manda a lei". Vavá Mutran e mais três pistoleiros, em sua camioneta, uma D-20, encostaram na casa do fiscal da Receita e o mataram com três tiros. Deputado Estadual pelo PDS e que, na disputa do Governo do Pará, apoiou com toda força, com todo poder, o atual Governador do Estado Jáder Barbalho, Vavá foi à Assembléia e pediu licença para tratamento de saúde. A polícia nada fez. A Polícia Federal não age porque é um crime de responsasbilidade do Estado. Portanto, é de competência da polícia estadual. A Polícia Militar não age porque o Vavá é quem manda. A Polícia Civil não age porque é o Vavá quem manda. A Juíza não age porque é nora do velho Vavá."

O crime e atitude de Vavá Mutran chocou a todos. A sociedade paraense, a maçonaria, os funcionários da sefa, a imprensa, as organizações de direitos humanos, as igrejas exigiam uma punição. Os deputados da maioria governistas acuados. O Governador Jader Barbalho encurralado. Eles tentavam encontrar uma saída para defender o assassino, mas a sociedade aumentava a pressão. Jáder e sua maioria não tiveram alternativa e foram obrigadas a aceitar a comissão processante. 

Cinco deputados, dentre estes, eu, José Carlos Lima da Costa. Coube a mim, mesmo sobre ameaça de morte, a tarefa de presidir a Comissão e propor o fim do mandato do assassino. Com apoio da sociedade e dos deputados Luis Cunha e Aldir Viana, concluímos pela cassação histórica do Parlamentar. A perda do mandato foi decretada pelo plenário da Assembléia Legislativa cercado pela população, que de lá não arredou pé até a votação definitiva.

A cassação do deputado foi importante para o seu julgamento pelo assassinato de Daniel Lira Mourão. Vavá foi julgado e condenado como mandante do crime, pena que deveria ter sido cumprida na Penitenciaria de Americano segundo a sentença. Daí em diante seguiu-se uma sucessão de fatos estranhos. Vavá saiu do Tribunal de Justiça para Americano, onde cumpriria pena em regime fechado. Fomos todos para casa com a sensação do dever cumprido.

No dia seguinte, logo pela manhã, surpresa geral. Vavá Mutran, no lugar de ir para o presídio cumprir a sentença, fora transferido para o Hospital da Polícia Militar. Alegavam que ele havia passado mal e a presidente do TJ autorizou a internação no hospital militar. Vavá, protegido pelo poder governamental, ficou ali no hospital por muito tempo. Nunca pisou um só dia no presídio de Americano ou de outra casa penal. 

Um dia, mais uma surpresa geral. A defesa de Vavá, com base em um laudo questionável que atestava ser o assassino portador de uma doença fatal que o levaria a morte em pouco tempo, requereu e obteve o perdão total do estado paraense. Era juiz das execuções penais, o dr. Jaime Rocha e funcionava como fiscal da lei a procuradora de justiça Marilia Crespo.

Vavá Mutran foi perdoado pelo Estado do Pará e saiu livre, teoricamente para morrer em casa da doença terrível descoberta por um médico suspeito. A morte seria breve. Vavá Mutran foi para Marabá e ainda teve força para cometer um outro assassinato. Matou a bala um garoto que pulou o quintal de sua chácara para apanhar umas frutas. 

De 1992 para cá são tantos anos até ontem com a morte de Vavá, o que mudou no Pará? Quase nada, muito pouco. O controle político do Estado continua mantendo vivo a impunidade. O casal de ambientalistas mortos em Ipixuna está ai para comprovar que o Pará é um estado violento, com uma elite violenta, predatória e que recebe a proteção política de governantes corruptos.

Nós da sociedade precisamos retornar as ruas e exigir o fim da impunidade. Foi assim que conseguimos cassar o Vavá Mutran, mas voltamos para casa e eles tomaram conta novamente do poder. Fiz minha parte como presidente da comissão processante, continuo fazendo, embora sem mandato, eles tentam dificultar que eu vença uma eleição, não me querem com mandato, mas nunca puderam calar-me como testemunha desta e de outras história de um Pará infeliz.  

Pois bem, esse assassino é defendido com veemência por Antonio Armando, agora o mais interessante, Antonio Armando cita que uma simples eleição de mesa diretora, a quele em que fora eleito para presidente o Vereador Mello, e consequentemente acabou assumindo como prefeito Interino de Marituba no início do ano.
Agora o Portal pergunta, o que alho tem haver com bugalhos?
Como a Justiça poderia interferir em uma eleição da mesa, nessa acusação fica claro que Antonio quer incriminar Mello e Mario, mas como dar credibilidade a um homem que defende Duciomar e Vavá Mutran e acusa Mário e Mello, acusação certamente infundada, pois segundo o Ex Prefeito Mello, sua eleição fora feita de forma tranquila normal e democrática e que não há procedência a Justiça Interferir em uma eleição da Mesa Diretora.
O mais interessante na gravação é a intimidade que Antonio pelo menos diz ter com relação ao nosso Judiciário, segundo ele, é comum frequentar a casa dos magistrados  inclusive nos finais de semana, até com Juiz Federal.
Agora vejam, que a gravação é bem recente, foi feita já depois da eleição de Elivan Faustino, e nessa gravação, Antonio diz que ainda pode assumir a prefeitura e por pra fora o Faustino do governo, que é aliado dele, e ainda vai se filiar no recém criado PROS.
Detalhe, Antonio Armando O PAI, possui muitos cargos no Governo de Elivan, seu Filho Antonio Jr é Secretário Municipal de Obras e Terras, já pensou, Faustino cultivando um ninho desses em seu celeiro???
Portanto, com uma repercussão negativa dessas, para Antonio Armando, ou ele terá que provar tudo que disse, ou ele certamente vai ter que gastar muita mas muita grana para pagar as enxurradas de indenizações que vão recair sobre ele!
E o Antonio JR., infelizmente terá de surfar na credibilidade do pai, infelizmente, pois ao que se comenta, tem uma personalidade completamente diferente do seu Genitor, mas fazer o que, família é família!
E o PSDB? Manterá no quadro Antonio Armando, será que neste caso, não cabe uma expulsão?? Vale lembrar que hoje o PSDB está sem cadeira na Câmara Municipal de Marituba, sem grandes adeptos.
Não seria a hora de fazer uma varredura geral no partido do Governador??

AVALIAÇÃO

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